Preço da Goma Resina

Estriador Chinês: a faca que mudou a sangria de resina no pinus!

 O Novo Estriador Chinês!




Quem lida com a extração de resina de pinus sabe que um detalhe pode fazer toda a diferença: a ferramenta que o sangrador tem nas mãos.

Por trás de cada hectare produtivo, há uma combinação entre técnica, prática de campo e — muitas vezes — inovação em ferramental. E foi exatamente isso que aconteceu com o chamado Estriador Chinês, uma faca que revolucionou o modo de sangrar o pinus com corte plano.

O problema: técnica nova, ferramenta antiga

Durante muitos anos, a sangria tradicional na China era feita com uma faca de dupla lâmina curva, de cabo curto e posição lateral. Esse modelo funcionava bem com o método de corte em “V” descendente — padrão que orientava o fluxo da resina de forma controlada.

Mas quando pesquisadores começaram a adotar o método do corte plano, inspirado em técnicas estrangeiras mais eficientes, o instrumento não acompanhou a mudança.

A lâmina curva, projetada para o movimento descendente, não oferecia controle de profundidade, causava desconforto e fadiga ao operador e comprometia a regularidade dos sulcos.

Era evidente: a técnica tinha evoluído, mas a ferramenta não.



*Fotos - Alejandro Cunningham

A resposta: uma faca criada sob medida

A solução nasceu no Instituto de Ciência Florestal de Ji’an, na China. O grupo desenvolveu um novo tipo de faca de sangria, cuja estrutura foi patenteada em 2012 sob o número CN202385577U (LINK).

Ela trouxe uma combinação engenhosa:

  • Duas lâminas (uma larga e uma estreita) montadas em estrutura rígida e simétrica;
  • Cabo centralizado, perfeitamente alinhado com o corte;
  • Um “abdômen oco”, que dá estabilidade sem aumentar o peso.

Esse alinhamento entre lâmina e cabo foi o verdadeiro diferencial.
O operador aplica a força na mesma direção do cabo, evitando torções, usando melhor o corpo e reduzindo o esforço. O resultado é um sulco mais uniforme e menos cansativo de produzir.

Duas funções em uma única ferramenta

A inovação não parou na ergonomia. O projeto uniu duas etapas da sangria em uma única ferramenta:

  1. Lâmina estreita: usada para retirar a casca superficial e preparar a face de sangria;
  2. Lâmina larga: responsável por abrir o sulco de resina com a largura ideal para o corte plano.

Ou seja, o mesmo estriador pode preparar, abrir o corte e operar sistemas de coleta — reduzindo tempo, trocas de ferramenta e falhas de execução.

Foto: Aresb

Resultados práticos no campo

Com o uso dessa nova faca, os resineiros passaram a relatar benefícios concretos:

  • Mais estabilidade e precisão do corte;
  • Menor desgaste físico do operador;
  • Maior durabilidade da ferramenta;
  • Padronização dos sulcos, o que melhora o rendimento e reduz danos à árvore.

Além disso, a ferramenta facilitou a adoção do corte plano em regiões onde o corte em “V” ainda predominava, tornando o processo mais ergonômico e previsível.

Da patente ao legado

Depósito em 2011, concessão em 2012, e hoje — com a patente expirada por questões de manutenção — o design do estriador chinês tornou-se de uso aberto.

Isso quer dizer que fabricantes e pesquisadores podem melhorar o modelo, criar versões próprias e aplicar novos materiais, sem infringir direitos de exclusividade.

O importante é que a ideia permanece viva:
uma invenção simples, nascida do campo, capaz de melhorar a produtividade e segurança da sangria de resina.


Resumo: por que o “Estriador Chinês” fez história

  • Adaptou-se perfeitamente ao método de corte plano;
  • Melhorou a ergonomia e reduziu o cansaço do sangrador;
  • Reuniu duas funções (preparo e sangria) em uma só faca;
  • Tornou-se uma referência técnica que impulsionou avanços no setor de resina de pinus.

📘 Conclusão

Mais do que uma ferramenta, o estriador chinês é um exemplo de inovação aplicada: nasce de uma necessidade real de campo, transforma-se em tecnologia e deixa um legado aberto para novas gerações de resineiros, engenheiros e empreendedores florestais.


💥 Controvérsia!

Parece que já vimos esse filme!?

E se trocássemos o país, China por Brasil? Se você leu até aqui, deve estar se perguntando:

-"Como assim?!" 

O estriador brasileiro foi criado a partir da simplificação do modelo Português, por brasileiros. 

Eu mesmo, usei esse modelo quadrado desde que conheci a resinagem, nos anos 90, depois veio o modelo duplo, para instalação e estria, juntos! 

Então, quem inventou??



Fotos: Dilamar Michele Dorneles Leal, Grupo Galera da Resina, Facebook


"Nem sempre quem registra a patente, é o inventor! Isso é comum em qualquer ramo"..


O que faço se eu inventar algo?!

Se você criar alguma solução inovadora, documente! Tire fotos, faça um desenho, com data, local, seu nome! Coloque tudo em um envelope lacrado e mande para você mesmo, pelos Correios. Não abra o envelope. Guarde. É uma prova com "Fé Pública", de que você é o inventor. 

Se a solução for realmente útil, e quiser registrar a patente, consulte um profissional. Existem escritórios especializados em registros de marcas e patentes.


Você deve conhecer a história do "estriador brasileiro", se quiser contá-la, escreva nos comentários! 

Ficaremos felizes em publicá-la!


O uso de Drones de carga para remover resina em áreas de difícil acesso

 "Deixei 5 tambores no mato... Não consegui tirar!"

Parece piada, mas já aconteceu comigo!

A extração de resina de pinus em áreas montanhosas traz um desafio que muita gente nem imagina: não é só “resinar a árvore e coletar a resina”. O grande problema, muitas vezes, é tirar essa resina da floresta até um ponto de carregamento. E isso se torna ainda mais complexo quando falamos de florestas de pinus provenientes de regeneração natural – aquelas que não foram plantadas em linhas, com estradas planejadas, mas surgiram espontaneamente a partir de sementes que se espalharam a partir de talhões florestais maduros.

Nessas áreas, o cenário clássico é: terrenos íngremes, morros, encostas, pedras, erosões, ausência de estradas internas e um desenho da vegetação totalmente irregular. O acesso, que em plantações comerciais bem planejadas já pode ser desafiador, aqui se torna o verdadeiro gargalo da operação.

O que fazer? Não resinar essas árvores??
Seria deixar dinheiro na mesa!

Vamos entender.

As principais dificuldades na remoção da resina em áreas montanhosas

Acesso físico limitado
Em florestas de regeneração natural, normalmente não existem estradas florestais bem abertas, pátios de manobra ou pontos de carregamento. Muitas vezes o acesso é feito a pé, em trilhas estreitas e improvisadas, com subidas e descidas acentuadas. Isso limita muito o uso de caminhões, tratores e mesmo de pequenos veículos 4x4.

Transporte manual pesado e arriscado
Sem acesso para máquinas, o transporte da resina coletada acaba sendo, em grande parte, manual: baldes de 20 kg carregados pelas alças ou nas costas, ou em tambores de 200 kg, rolados morro acima manualmente, ou puxados pelo cabo de aço em um guincho. Além do esforço físico enorme, o risco de acidentes aumenta – torções de tornozelo, quedas, escorregões em solo úmido e carregado de matéria orgânica, e pior... O rompimento dos cabos que podem atingir algum trabalhador. Para quem produz, isso significa desgaste, lentidão e maior custo de mão de obra.

Baixa produtividade por viagem
Em terreno plano, um veículo pode levar centenas de quilos de resina de uma só vez. Já em áreas montanhosas sem acesso, um trabalhador consegue carregar apenas uma fração disso, por viagem, e ainda precisa enfrentar um trajeto difícil. Isso reduz a produtividade, aumenta o tempo de operação, o risco, e eleva o custo por quilo de resina transportado.

Impacto ambiental de acessos improvisados
Uma saída comum é tentar “abrir caminho” na marra: trilhas mais largas, pequenos acessos com enxada, até uso de máquinas em locais inadequados. Isso pode gerar erosão, compactação do solo, assoreamento de cursos d’água e danos à regeneração natural e ao sub-bosque. Ou seja, além de caro, o improviso pode se tornar ambientalmente problemático.

Condições climáticas e operacionais instáveis
Em áreas de montanha, o tempo muda rápido. Chuva, neblina e vento dificultam a circulação, deixam o solo escorregadio e podem interromper a operação. Em muitos casos, a janela de trabalho diário é curta, exigindo organização e logística muito mais precisas para aproveitar cada período de clima favorável.


As oportunidades escondidas nesses cenários difíceis

Apesar de todas as dificuldades, as florestas de pinus de regeneração natural em áreas montanhosas escondem um grande potencial. Em muitos lugares, são áreas com alta densidade de árvores resináveis, que não fazem parte diretamente de um plano de manejo florestal clássico, mas podem gerar uma renda adicional importante se forem bem aproveitadas.

Aproveitamento de áreas antes consideradas “improdutivas”
Essas florestas espontâneas, em encostas e morros, muitas vezes são vistas apenas como “matos de pinus”, sem uso definido. A resina transforma esses locais em ativos econômicos: uma fonte de receita que pode coexistir com outros usos da terra, desde que o manejo seja cuidadoso.

Tecnologia como aliada: Drones de carga e novas soluções logísticas
É nesse ponto que tecnologias como drones de carga ganham protagonismo. Em vez de depender de estradas e caminhões, é possível imaginar (e já testar) sistemas em que a resina é coletada em latas menores, agrupada em plataformas e transportada por drones, diretamente das áreas mais íngremes até um ponto de consolidação em local mais acessível. Alguns modelos conseguem transportar um peso considerável, até 80 kg, já seriam 4 latas de resina de uma só vez.

Essa solução reduz o esforço físico dos trabalhadores, diminui o tempo de transporte, abre novas áreas à exploração e ainda pode minimizar impactos ambientais, já que dispensa a abertura de grandes acessos no terreno.



Valorização da mão de obra especializada
Trabalhar em áreas de difícil acesso exige equipe experiente, disciplinada e cuidadosa. A combinação entre conhecimento de campo e uso de novas tecnologias (como sistemas de georreferenciamento, mapas de relevo, drones e planejamento de rotas) tende a valorizar profissionais que conhecem tanto a floresta quanto as ferramentas modernas.

Manejo mais sustentável e inteligente
Quando a logística de retirada da resina é pensada desde o início, torna-se possível adotar um manejo mais sustentável:

  • direcionar a coleta para áreas onde o impacto será menor;
  • planejar pontos de concentração intermediária da resina;
  • adaptar o volume de árvores resinadas à capacidade de transporte (manual, por cabos, drones etc.);
  • monitorar riscos ambientais e de segurança dos trabalhadores.

Diversificação de renda e planejamento de longo prazo
Para proprietários de terras ou gestores florestais, a resina em áreas de regeneração natural pode ser uma fonte de renda complementar interessante, principalmente em momentos de oscilação no mercado de madeira. Com logística adequada, o que antes era apenas um “pinhal espontâneo no morro” se converte em um componente estratégico da propriedade.


Desafio e oportunidade caminham juntos

A remoção de resina de pinus em áreas montanhosas de regeneração natural é, ao mesmo tempo, um grande obstáculo e uma chave para a viabilidade econômica dessas operações. O terreno difícil, a falta de estradas e o esforço físico não são apenas detalhes operacionais: são fatores decisivos que definem se um projeto será sustentável, seguro e lucrativo.

Por outro lado, justamente por ser um desafio logístico, esse tipo de cenário é um campo fértil para inovação: novas formas de transporte, como drones de carga, sistemas de cabos, pontos de coleta inteligentes e planejamento integrado de manejo podem transformar a forma como enxergamos essas florestas.

Quando combinamos conhecimento técnico, respeito às limitações do terreno e uso inteligente da tecnologia, essas áreas de difícil acesso deixam de ser um problema e se tornam uma grande oportunidade para o setor de resinas de pinus.

Imagem: DJI Drones


Ah, já ia me esquecendo.. Aqueles 5 tambores que deixei no mato.. Isso foi à muito tempo, quando os preços da resina despencaram, e estava finalizando o contrato de uma área montanhosa, de difícil acesso.. Naquele tempo não havia drones! E retirar os tambores sairia mais caro que deixar lá!! 

Conte nos comentários, você já teve dificuldades em áreas de difícil acesso? Como fez para resolver?

#Drone #Inovação #Resinagem #Resina


Resina de Pinus ganha força na Espanha em meio à crise global do petróleo

 

Pino resinero preparado para la extracción de resina en los montes de Segovia. Foto sin fecha.
Karmmaestudio (Getty Images/iStockphoto)

Segundo a matéria publicada em El País (“El pino de Segovia, un colchón para la industria española ante la escasez de derivados de petróleo”, por Caio Mattos, 04/05/2026), a recente crise no Golfo Pérsico — resultado da ofensiva dos EUA e Israel contra o Irã — reduziu drasticamente o fornecimento mundial de petróleo, mas acabou impulsionando um setor pouco esperado: o da resina de pinus.

Na Espanha, especialmente na província de Segovia, sete empresas concentram a produção e transformação dessa resina natural, usada em adesivos, tintas, plásticos e componentes automotivos. Graças a contratos anuais firmados antes da crise, o setor conseguiu amortecer parte do impacto inicial do encarecimento dos derivados do petróleo — que chegou a elevar em mais de 30% o preço internacional da colofônia, principal derivado da resina.

Analistas apontam que, pela primeira vez, a colofônia tornou-se mais barata que sua alternativa petroquímica, ampliando seu apelo industrial. Contudo, a capacidade produtiva espanhola ainda é limitada e não cobre toda a demanda crescente. Enquanto isso, o setor de combustíveis e plásticos busca acelerar a transição para fontes naturais e recicladas, embora ainda representem pequena fatia da produção total.

Como destacam especialistas ouvidos pelo jornal, a atual crise evidencia tanto a vulnerabilidade da economia ao petróleo quanto o potencial estratégico das matérias-primas renováveis — entre elas, a resiliente e versátil resina de pinus.




Fonte: El País, 04 de maio de 2026


E o Brasil, como fica nessa história?

A movimentação do mercado espanhol de resina de pinus, impulsionada pela crise do petróleo e pela busca de alternativas sustentáveis, levanta um questionamento inevitável: será que esse mesmo movimento chegará à América do Sul? Países como Brasil e Argentina, importantes produtores de resina natural e seus derivados, podem sentir um duplo impacto — de um lado, a valorização internacional do produto; de outro, a pressão por aumento de oferta e estabilidade de preços.

Com a colofônia e outros derivados ganhando competitividade frente à petroquímica, abre-se uma janela de oportunidade para o fortalecimento da cadeia resinífera regional. No entanto, o desafio logístico, energético e ambiental pode redefinir o equilíbrio entre oferta e demanda também no contexto sul-americano. 

Será que a alta europeia será o empurrão necessário para consolidar o protagonismo da resina natural nas economias do Brasil e da Argentina, ou repetiremos os ciclos de dependência e volatilidade típicos dos mercados de commodities?


Qual a sua opinião? Escreva nos comentários!

#Pinechemicals #resinadepinus #colofonia #terebintina

Sindicato ou Associação de Resineiros?? Uma conversa com o Gemini AI!

SINDICATO X ASSOCIAÇÃO    

    Muitos trabalhadores da resinagem, podem ter se deparado em algum momento com essa dúvida. Fizemos um exercício usando a Inteligência Artificial do Google, o Gemini. Veja a conversa.




Pergunta: 

Olá Gemini! Qual o CBO do resineiro?

Resposta:

Olá! O CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) para o resineiro — trabalhador que atua na extração de resina de árvores, como o pinus — é 6322-15 - Trabalhador da exploração de resinas. [1]

Essa ocupação está vinculada à família 6322 (Trabalhadores da exploração de florestas) e abrange as seguintes atividades, segundo a descrição oficial: [1]
  • Avaliar a idade e o diâmetro da árvore para o início da resinagem.
  • Realizar entalhes na casca e aplicar pastas estimulantes.
  • Fixar recipientes coletores e realizar a coleta da resina.
  • Acondicionar o produto para transporte.
  • Cumprir normas de segurança, prevenção de incêndios e proteção ambiental. [1, 2, 3, 4]
Importante: A descrição do CBO 6322-15 foca na extração no campo (silvicultura), diferente do código 8111-25, que se refere à fabricação de resinas e vernizes em ambiente industrial. [5]

CBO 6322-15: Trabalhador da exploração de resinas | Salários médios

No site Salario.com.br é possível analisar os rendimentos da categoria, em detalhes no link abaixo.




Para ver a análise completa acesse o LINK:



#resineiro #salário #CBO632215 #2026

ICMS Diferido para venda de Goma Resina em SP

 Na comercialização da Goma Resina, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) um dos impostos mais significativos pois a resina é um produto que, em alguns casos cruza o país, e o imposto é recolhido na origem.

O Estado de São Paulo, possui um incentivo fiscal, e o ICMS é "diferido", conforme o Artigo 350, Inciso IV do RICMS/SP (Decreto 45.490/2000), que posterga o pagamento do imposto para uma etapa posterior, na cadeia de circulação da mercadoria, no caso, a resina in natura.

Outros produtos fazem parte da lista, como papel, vidro, sucatas de metais, etc.

Finalidade: Desonerar a cadeia produtiva, concentrando o pagamento do imposto no consumidor final, ou na indústria final. 

Emissão da Nota Fiscal: É necessário utilizar o código de situação tributária (CST) 51 (diferimento) nas operações de venda dentro do estado.


Exemplo, no campos "Dados Adicionais"

"Informações Complementares

Inf. Contribuinte: ICMS Diferido Conf. Art. 350. Inc. IV. do RICMS Decreto45490/00. Pagamento a vista..."


Recolhimento: A responsabilidade pelo pagamento do imposto fica a cargo do comprador, no momento em que o diferimento é encerrado (venda final ou industrialização).

O diferimento NÃO é o mesmo que isenção, pois o imposto é penas adiado e não eliminado, sendo a responsabilidade de pagamento transferida para a outra etapa da cadeia produtiva.

Para vendas fora do Estado de São Paulo, o ICMS é recolhido normalmente.

Para maiores informações, ou em outros estados, consulte o seu Contador!




O questionamento foi feito em uma consulta tributária à Fazenda do Estado de São Paulo.

Veja a resposta na íntegra:

Currículo do Resineiro - BAIXE GRÁTIS!

O mercado de trabalho está concorrido! Na resinagem não é diferente!

    Os resineiros e resineiras, são profissionais “chave” na extração da goma resina de pinus, e precisam entender o seu valor! Ter um currículo escrito é essencial e aquele se preocupa com essa questão, está cuidando da sua carreira!

    Nem sempre é fácil criar um currículo do zero, principalmente em um setor tão específico, como a resinagem. Para isso criamos um modelo e uma cartilha, simples e objetivos, você pode baixar e preencher no word, imprimir, ou simplesmente copiar e colar. Se precisar peça ajuda para algum amigo ou familiar! Mas não deixe de manter o seu currículo atualizado, mostrando que além da qualidade da sua estria, da sua coleta, você também cuida da sua trajetória profissional!

Sem falar que facilita a sua escolha perante a visão do contratante, seja ele patrão ou pessoal do R.H., esteja "um passo à frente"!

E lembre-se: “Sem o resineiro, não existe resinagem!”

LINK DO CURRÍCULO:

https://1drv.ms/w/c/ba173977c138e6a6/IQDpsFVzIKC3TojtTh239v9eAVVKsqq-gkQCy4ZNByFXXoM?e=c0jZGC

Clique no link, e em Baixar, então pode modifica-lo conforme a sua necessidade!


CARTILHA

COMO PREENCHER SEU CURRÍCULO DE TRABALHADOR DE RESINAGEM (PINUS)

Esta cartilha foi feita para ajudar trabalhadores do campo, da resinagem de pinus, a montarem seu currículo de forma simples.

Use esta cartilha junto com o modelo de Currículo do Resineiro.
Vá lendo passo a passo e preenchendo.


1. DADOS PESSOAIS

O que são?

São as informações básicas para o patrão ou empresa saber quem é você e como falar com você.

O que preencher?

  1. Nome completo
    • Escreva seu nome igual está nos documentos.
    • Exemplo:
      • Certo: João Carlos da Silva
      • Errado: Joãozinho Silva
  2. Endereço (comunidade / interior / cidade)
    • Pode ser simples, com referência:
    • Exemplo:
      • Linha São Pedro, interior de Lages – SC
      • Comunidade Rio Azul, zona rural de Canoinhas – PR
  3. Telefone / WhatsApp
    • Coloque um número em que alguém realmente consiga falar com você.
    • Se não tiver telefone, pode colocar o número de alguém da família (mãe, esposa, vizinho), com o nome da pessoa.
    • Exemplo:
      • Telefone: (49) 9 9999-9999 – telefone da minha esposa, Maria.
  4. Data de nascimento
    • Coloque dia, mês e ano.
    • Exemplo: 12 / 03 / 1985
  5. Estado civil
    • Pode ser: solteiro, casado, união estável, separado, viúvo.
  6. Documentos (opcional)
    • CPF
    • RG
    • CNH (carteira de motorista) – escreva a categoria (A, B, C, D, E).
    • Se não quiser, não precisa colocar todos, mas ajuda a empresa.

2. OBJETIVO

Para que serve?

É uma frase dizendo que tipo de trabalho você está procurando.

Como preencher?

Você pode copiar uma frase pronta ou escrever com suas palavras.

Exemplo pronto (pode copiar):
“Trabalhar como resinador de pinus / trabalhador florestal, ajudando na extração de resina e na manutenção da área.”

Se quiser escrever do seu jeito, use como base:

“Meu objetivo é trabalhar como _, na área de ___.”

Exemplo:

  • “Meu objetivo é trabalhar como resinador de pinus, na estria em V.”

3. RESUMO DA EXPERIÊNCIA

Para que serve?

É um pequeno resumo do que você já sabe fazer no campo e na resinagem.

Como preencher?

Responda, em frases simples:

  • Há quantos anos você trabalha no campo?
  • Há quanto tempo você trabalha com resina de pinus?
  • Que tipos de serviços você já fez?

Modelos de frases para ajudar (copiar e adaptar):

  • “Trabalho há __ anos na agricultura e serviços rurais.”
  • “Tenho __ anos de experiência com resinagem de pinus.”
  • “Já trabalhei com plantio, limpeza de talhão, colheita e manutenção de área.”

No espaço “Resumo”, você pode juntar tudo em 2 ou 3 frases.

Exemplo completo:

“Trabalho há 10 anos na roça e há 5 anos na resinagem de pinus.
Já fiz abertura de painel, estrias em V, troca de saquinhos e coleta de resina.
Também ajudo na limpeza de talhão e cuidado com as árvores.”


4. QUAIS SERVIÇOS EU FAÇO NA RESINAGEM

Para que serve?

É a parte mais importante para o patrão ver se você realmente sabe fazer resinagem.

Como preencher?

Você verá uma lista com vários serviços.
Onde tiver [ ], você marca um X no que você sabe fazer.

Exemplo:

[ X ] Abrir painel / fazer estrias
[ X ] Aplicar pasta / estimulante de resina
[ ] Colocar e trocar sacos de coleta
[ X ] Recolher a resina

Se você faz outro tipo de serviço na resinagem que não está na lista, escreva na parte “Outros serviços que sei fazer”.

Exemplos para escrever aí:

- “Sei fazer coleta de resina a granel, por lata”

-“Sei fazer resinagem com furos, furar e instalar”

-“Já trabalhei de ajudante de tratorista”

-“Já trabalhei um tempo de fiscal de turma”

 

Espero que este guia breve, possa te ajudar a escrever o seu currículo!

Baixe o modelo e preencha com as suas informações...

Se ainda ficou alguma dúvida, coloque nos comentários!

 

Boa sorte!

Thannar Bubna

R.I.P. - A Resinagem de Pinus com Estrias VAI ACABAR!!?

Com o advento do sistema americano de furos, a resinagem convencional, no método brasileiro vai acabar, ficará obsoleta!

Será mesmo?

    Primeiramente, aos não familiarizados com o tema, a resinagem de pinus não é uma atividade nova, ou mesmo inovadora. É praticada desde os tempos mais remotos, em diversas civilizações da antiguidade, como os egípcios, babilônios, gregos, enfim.

    No Brasil, sim a atividade é relativamente jovem, dado início nos anos 70 criando um novo mercado exportador de derivados ao invés de importador. Na Europa, principalmente Portugal e França, maiores produtores por vários anos, e também Rússia, Alemanha, Áustria e posteriormente China, Indonésia, Índia, Siri Lanka, entre outros países na Ásia.

    Não nos esqueçamos dos maiores inovadores do setor, os Estados Unidos, cujo número de patentes de sistemas é significativo, desde os anos 1800.

    Bem, resumindo, o sistema brasileiro de resinagem foi adaptado dos sistemas, americano e português, utilizando estrias (bark chipping / remoção da casca) e aplicação de pasta ácida.

    Para quem já conhece o setor sabe que o sistema no Brasil, não mudou muito, salvo algumas inovações como a troca dos potes plásticos (rígidos, com pregos e calhas) por sacos plásticos amarrados com arame, um novo modelo de estriador feito de folha de serra fita (mais leve que o modelo importado de Portugal), e o estudo de pastas mais eficazes, inclusive utilizando outros tipos de ácido além do H2SO4 (ácido sulfúrico), potencialmente prejudicial ao operador. Novas pastas estão sendo testadas e/ou usadas em escala, com resultados promissores, aumentando a produtividade em 30% ou mais!

    Recentemente foi apresentado um equipamento à bateria, com um disco de corte desenvolvido para fazer a estria, no intuito de modernizar o sistema de estrias.

    O sistema americano de furos, apelidado de “Borehole”, vem sendo objeto de diversos estudos nos últimos anos no Brasil, porém não é algo novo, nos EUA, já em 1908, a primeira patente foi registrada e diversas modificações foram testadas por lá, até a criação de um dispositivo hidráulico acoplado em um mini trator, que automatiza e padroniza os furos, sendo ainda necessário uma pessoa para aplicar o estimulante líquido e instalar o recipiente coletor.

    Um carrinho motorizado, em que o operador empurra na árvore manualmente foi testado, até mesmo uma espécie de dispositivo “pendular”.

    No Brasil o trabalho tem sido feito com moto furadeiras à gasolina ou a bateria, e brocas de 1 polegada. Algumas opções de estimulante tem sido comercializadas e os mais efetivos possuem em sua formulação o methyl jasmonato (C13H20O3), produto de alto valor e importado, sendo o methyl dihidojasmonato (C13H22O3), comercialmente nomeado Hedione®, um substituto à altura, com adição de água e óleo mineral fixador. Outros estimulantes estão sendo estudados!

[


É um sistema que pode ser utilizado com maior eficiência em Pinus elliottii var. elliottii, devido à fluidez da resina, e dependendo da região aplicada, a produção se estende além dos 90 dias, sendo possível realizar mais de uma coleta no mesmo furo!

Em pinus tropicais os resultados não foram satisfatórios em testes realizados, salvo em Pinus oocarpa, que possui a resina mais fluída, semelhante à do Pinus elliottii.

Basicamente, o sistema consiste em três operações por ciclo:

  1. Instalar o furo
  2. Coletar o furo
  3. Retirar o tubete para reaproveitamento em nova instalação Este processo é chamado de Ciclo, e dura entre 90 a 120 dias, sendo possível realizar entre dois a três ciclos por ano em uma mesma área. A quantidade de furos é determinada pelo planejamento de utilização da floresta, podendo ser de 2 furos por ciclo até 15 furos por ciclo! Um diferencial do sistema é que se o mercado estiver com preços em baixa, pode-se optar em não realizar o ciclo de furos, aguardando melhor momento.

Dito isto, a pergunta que não quer calar:

“A resinagem com estrias vai acabar?”

A resposta é NÃO! Não irá acabar tão cedo!

Qualquer mudança, inovação ou alteração nos sistemas de resinagem levam tempo, anos ou mesmo décadas para “emplacar”, e não é de uma hora para a outra que um sistema será substituído, até porque, podemos encarar sistemas, como opções diferentes, e em certos casos complementares.

Se você ficou interessado em saber mais sobre o assunto, quer saber para quem é recomendado o sistema de furos, acesse o nosso site e redes sociais:

Até logo!

Thannar

Blog: www.resinadepinus.blogspot.com

Instagram: @resinadepinus


#Resinagem #Borehole #goma resina #oleoresina #Sistema de Furos

Esse tal "Borehole" funciona mesmo??

 Esse tal "Borehole" funciona mesmo??

-Depende!

-Do quê?



    Primeiramente, "BOREHOLE" é um nome dado ao Sistema de Resinagem com Furos, sejamos práticos: "Sistema de Furos"!

A primeira pergunta que deve ser feita no Brasil, é: "Qual espécie de pinus?"

Se:

  • Pinus elliottii var. elliottii = EXCELENTE!
  • Pinus elliottii var. densa = Pode funcionar
  • Pinus Híbridos: telvez...
    • HE - elliottii x caribaea var. hondurensis = Pode funcionar, dependendo da região
    • HT - caribaea var. hondurensis x tecunumanii = NÃO... resina muito seca!
  • Pinus Tropicais: Hmmm.. 😒
    • caribaea var. hondurensis = NÃO! resina muito seca!
    • caribaea var. bahamensis = NÃO! idem
    • caribaea var. caribaea = Vish! também NÃO!
    • P. oocarpa = Opa, ai talvez funcione, vale testar!
  • Pinus taeda = NÃO! Definitivamente! 
Atualmente é possível encontrar literatura sobre o tema, confirmando essa lista, e pela experiência, mesmo em áreas de Pinus elliottii var. elliottii, é possível encontrar diferenças:
  • Volume de resina produzida por ciclo
  • Cor da resina 
  • Fluidez
  • Quantidade de terebintina/breu
    A região também influencia bastante na produtividade, áreas de serra, em Santa Catarina, por exemplo, tendem a produzir menos, enquanto ao nível do mar, a produção pode ser viável. 

    A idade da floresta é um fator crucial! Quanto mais antiga a floresta, melhor!
Árvores jovens, não se adaptam. Pelo diâmetro e pelo crescimento acelerado, a cicatrização do furo pode se tornar um "baita caroço" no tronco! Em outra postagem, mostrarei fotos.

    É possível concluir, que antes de começar a resinagem com furos, é preciso entender as limitações do sistema. Analisar os diversos fatores e decidir a adoção do método.

Resumindo:
  1. Espécie do Pinus
  2. Idade e diâmetro da floresta 
  3. Região (altitude, clima, chuvas)
Sobre mão de obra e mercado consumidor, falaremos em breve!

Até mais!
Thannar

Pesagem de teste: 1,025 kg

Árvores com 70 anos! 12 kg em 8 meses, cada furo!

Árvores de regeneração natural

Resinagem na Raiz!

A estimulação do furo aumentou a produção das estrias!!

🌿 Inovação em Resinagem de Pinus: Desvendando o Método Borehole para um Futuro Sustentável! 🌿

 🌿 Inovação em Resinagem de Pinus: Desvendando o Método Borehole para um Futuro Sustentável! 🌿

Por: Elisa Cavalcante, Engenheira Florestal e Técnica em Segurança do Trabalho.

    É com grande satisfação que compartilho insights do meu trabalho, focado na otimização da extração de resina de Pinus elliottii var. elliottii em áreas de regeneração natural utilizando o sistema fechado "Borehole". Uma pesquisa realizada em Nova Campina, SP, que demonstrou o potencial desse tipo de florestas na região.

    O Brasil já é o segundo maior produtor mundial de resina, e o método Borehole surge como uma alternativa promissora, que estudamos a fundo para entender sua viabilidade e eficiência.

Alguns dos destaques e descobertas do nosso estudo incluem:

  • Otimização dos Furos: Identificamos que a inclinação positiva de 10º, com 10 cm de profundidade no lenho, é a mais produtiva. Um detalhe crucial para maximizar a colheita!
  • Estimulação Química Eficaz: Confirmamos o papel indispensável do Methyl Jasmonate (MEJA) em estimulantes como o G4 JR Pinus, vital para o aumento da produção de resina terpenóide.
  • Produtividade e Rentabilidade: Em nossa primeira coleta, alcançamos uma média de 456 gramas por furo! Mesmo com variações, a exploração via Borehole demonstrou-se rentável, com o custo de instalação sendo coberto pelo rendimento.
  • Vantagens Competitivas: O sistema Borehole nos permite obter uma oleoresina mais fluída e livre de água e impurezas. Além disso, reduz a necessidade de mão de obra e simplifica o treinamento de novos operadores, tornando-o um diferencial no setor.
  • Sustentabilidade: A metodologia oferece um menor impacto ambiental, especialmente relevante para as áreas de regeneração natural que foram o foco do nosso estudo.

    Este trabalho abordou desde a escolha das árvores e o posicionamento dos furos até os materiais (como tubetes cônicos e presilhas de nylon) e ferramentas ideais, além de desafios logísticos.

    É inspirador ver como a pesquisa pode impulsionar práticas mais eficientes e sustentáveis na engenharia florestal. Acredito que o método Borehole tem um enorme potencial para o futuro da produção de resina no Brasil!



    Leia a publicação completa "Sistema de resinagem com furos em áreas de regeneração de pinus elliottii var. elliottii" no link abaixo:

Ficaria muito feliz em ouvir suas perspectivas e experiências com a resinagem. Vamos trocar ideias! 👇



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Notícia: UNITED RESINS Group adquire 50% da FLORPINUS

Setor de resinagem: UNITED RESINS Group adquire 50% da FLORPINUS e reforça presença em químicos de base florestal

Evento: 26 de março de 2026

    O UNITED RESINS Group anunciou a aquisição de 50% do capital social da FLORPINUS – Indústria Química Ltda, movimento que reforça de forma significativa sua atuação estratégica no setor de químicos de base florestal, com impacto direto na cadeia de resinagem e derivados.

    Reconhecida no mercado pela expertise no processamento e valorização de derivados de breu e outros produtos de origem florestal, a FLORPINUS passa a integrar, parcialmente, a estrutura do UNITED RESINS Group, em uma operação que visa consolidar o acesso a matérias-primas críticas e ampliar a capacidade industrial e tecnológica voltada ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para os mercados de resinas, adesivos e químicos de especialidade.

    De acordo com o comunicado, esta transação representa um passo importante na integração da cadeia de valor, aproximando ainda mais a produção florestal dos segmentos de transformação química. A estratégia do Grupo contempla o fortalecimento da verticalização no setor de derivados de breu, o aumento do portfólio de produtos de maior valor agregado e a expansão da presença internacional, com foco em Europa, América Latina e América do Norte — regiões de grande relevância para produtores de resina e indústrias ligadas à floresta.

    Como parte do acordo, António Mendes Ferreira será nomeado para o Conselho de Administração da FLORPINUS. Sua atuação deverá contribuir com experiência estratégica, industrial e financeira para impulsionar uma nova fase de crescimento, inovação e internacionalização da empresa.

    Mesmo com a entrada do UNITED RESINS Group em seu capital, a FLORPINUS continuará operando com identidade própria. A expectativa é que a empresa passe a beneficiar-se de sinergias industriais, comerciais e tecnológicas, fortalecendo sua competitividade e seu posicionamento no mercado global de resinas e derivados de breu.

    Segundo o UNITED RESINS Group, o investimento está alinhado ao compromisso com o crescimento sustentável, a inovação contínua e a criação de valor de longo prazo para parceiros, clientes e demais stakeholders, em um contexto em que a bioeconomia, a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade ganham peso crescente nas estratégias do setor florestal e da indústria de resinas.



Fonte: https://unitedresins.com/news/united-resins-group-acquires-50-of-florpinus/ 

Resina de Pinus 2026

 




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