Preço da Goma Resina

O uso de Drones de carga para remover resina em áreas de difícil acesso

 "Deixei 5 tambores no mato... Não consegui tirar!"

Parece piada, mas já aconteceu comigo!

A extração de resina de pinus em áreas montanhosas traz um desafio que muita gente nem imagina: não é só “resinar a árvore e coletar a resina”. O grande problema, muitas vezes, é tirar essa resina da floresta até um ponto de carregamento. E isso se torna ainda mais complexo quando falamos de florestas de pinus provenientes de regeneração natural – aquelas que não foram plantadas em linhas, com estradas planejadas, mas surgiram espontaneamente a partir de sementes que se espalharam a partir de talhões florestais maduros.

Nessas áreas, o cenário clássico é: terrenos íngremes, morros, encostas, pedras, erosões, ausência de estradas internas e um desenho da vegetação totalmente irregular. O acesso, que em plantações comerciais bem planejadas já pode ser desafiador, aqui se torna o verdadeiro gargalo da operação.

O que fazer? Não resinar essas árvores??
Seria deixar dinheiro na mesa!

Vamos entender.

As principais dificuldades na remoção da resina em áreas montanhosas

Acesso físico limitado
Em florestas de regeneração natural, normalmente não existem estradas florestais bem abertas, pátios de manobra ou pontos de carregamento. Muitas vezes o acesso é feito a pé, em trilhas estreitas e improvisadas, com subidas e descidas acentuadas. Isso limita muito o uso de caminhões, tratores e mesmo de pequenos veículos 4x4.

Transporte manual pesado e arriscado
Sem acesso para máquinas, o transporte da resina coletada acaba sendo, em grande parte, manual: baldes de 20 kg carregados pelas alças ou nas costas, ou em tambores de 200 kg, rolados morro acima manualmente, ou puxados pelo cabo de aço em um guincho. Além do esforço físico enorme, o risco de acidentes aumenta – torções de tornozelo, quedas, escorregões em solo úmido e carregado de matéria orgânica, e pior... O rompimento dos cabos que podem atingir algum trabalhador. Para quem produz, isso significa desgaste, lentidão e maior custo de mão de obra.

Baixa produtividade por viagem
Em terreno plano, um veículo pode levar centenas de quilos de resina de uma só vez. Já em áreas montanhosas sem acesso, um trabalhador consegue carregar apenas uma fração disso, por viagem, e ainda precisa enfrentar um trajeto difícil. Isso reduz a produtividade, aumenta o tempo de operação, o risco, e eleva o custo por quilo de resina transportado.

Impacto ambiental de acessos improvisados
Uma saída comum é tentar “abrir caminho” na marra: trilhas mais largas, pequenos acessos com enxada, até uso de máquinas em locais inadequados. Isso pode gerar erosão, compactação do solo, assoreamento de cursos d’água e danos à regeneração natural e ao sub-bosque. Ou seja, além de caro, o improviso pode se tornar ambientalmente problemático.

Condições climáticas e operacionais instáveis
Em áreas de montanha, o tempo muda rápido. Chuva, neblina e vento dificultam a circulação, deixam o solo escorregadio e podem interromper a operação. Em muitos casos, a janela de trabalho diário é curta, exigindo organização e logística muito mais precisas para aproveitar cada período de clima favorável.


As oportunidades escondidas nesses cenários difíceis

Apesar de todas as dificuldades, as florestas de pinus de regeneração natural em áreas montanhosas escondem um grande potencial. Em muitos lugares, são áreas com alta densidade de árvores resináveis, que não fazem parte diretamente de um plano de manejo florestal clássico, mas podem gerar uma renda adicional importante se forem bem aproveitadas.

Aproveitamento de áreas antes consideradas “improdutivas”
Essas florestas espontâneas, em encostas e morros, muitas vezes são vistas apenas como “matos de pinus”, sem uso definido. A resina transforma esses locais em ativos econômicos: uma fonte de receita que pode coexistir com outros usos da terra, desde que o manejo seja cuidadoso.

Tecnologia como aliada: Drones de carga e novas soluções logísticas
É nesse ponto que tecnologias como drones de carga ganham protagonismo. Em vez de depender de estradas e caminhões, é possível imaginar (e já testar) sistemas em que a resina é coletada em latas menores, agrupada em plataformas e transportada por drones, diretamente das áreas mais íngremes até um ponto de consolidação em local mais acessível. Alguns modelos conseguem transportar um peso considerável, até 80 kg, já seriam 4 latas de resina de uma só vez.

Essa solução reduz o esforço físico dos trabalhadores, diminui o tempo de transporte, abre novas áreas à exploração e ainda pode minimizar impactos ambientais, já que dispensa a abertura de grandes acessos no terreno.



Valorização da mão de obra especializada
Trabalhar em áreas de difícil acesso exige equipe experiente, disciplinada e cuidadosa. A combinação entre conhecimento de campo e uso de novas tecnologias (como sistemas de georreferenciamento, mapas de relevo, drones e planejamento de rotas) tende a valorizar profissionais que conhecem tanto a floresta quanto as ferramentas modernas.

Manejo mais sustentável e inteligente
Quando a logística de retirada da resina é pensada desde o início, torna-se possível adotar um manejo mais sustentável:

  • direcionar a coleta para áreas onde o impacto será menor;
  • planejar pontos de concentração intermediária da resina;
  • adaptar o volume de árvores resinadas à capacidade de transporte (manual, por cabos, drones etc.);
  • monitorar riscos ambientais e de segurança dos trabalhadores.

Diversificação de renda e planejamento de longo prazo
Para proprietários de terras ou gestores florestais, a resina em áreas de regeneração natural pode ser uma fonte de renda complementar interessante, principalmente em momentos de oscilação no mercado de madeira. Com logística adequada, o que antes era apenas um “pinhal espontâneo no morro” se converte em um componente estratégico da propriedade.


Desafio e oportunidade caminham juntos

A remoção de resina de pinus em áreas montanhosas de regeneração natural é, ao mesmo tempo, um grande obstáculo e uma chave para a viabilidade econômica dessas operações. O terreno difícil, a falta de estradas e o esforço físico não são apenas detalhes operacionais: são fatores decisivos que definem se um projeto será sustentável, seguro e lucrativo.

Por outro lado, justamente por ser um desafio logístico, esse tipo de cenário é um campo fértil para inovação: novas formas de transporte, como drones de carga, sistemas de cabos, pontos de coleta inteligentes e planejamento integrado de manejo podem transformar a forma como enxergamos essas florestas.

Quando combinamos conhecimento técnico, respeito às limitações do terreno e uso inteligente da tecnologia, essas áreas de difícil acesso deixam de ser um problema e se tornam uma grande oportunidade para o setor de resinas de pinus.

Imagem: DJI Drones


Ah, já ia me esquecendo.. Aqueles 5 tambores que deixei no mato.. Isso foi à muito tempo, quando os preços da resina despencaram, e estava finalizando o contrato de uma área montanhosa, de difícil acesso.. Naquele tempo não havia drones! E retirar os tambores sairia mais caro que deixar lá!! 

Conte nos comentários, você já teve dificuldades em áreas de difícil acesso? Como fez para resolver?

#Drone #Inovação #Resinagem #Resina


Resina de Pinus ganha força na Espanha em meio à crise global do petróleo

 

Pino resinero preparado para la extracción de resina en los montes de Segovia. Foto sin fecha.
Karmmaestudio (Getty Images/iStockphoto)

Segundo a matéria publicada em El País (“El pino de Segovia, un colchón para la industria española ante la escasez de derivados de petróleo”, por Caio Mattos, 04/05/2026), a recente crise no Golfo Pérsico — resultado da ofensiva dos EUA e Israel contra o Irã — reduziu drasticamente o fornecimento mundial de petróleo, mas acabou impulsionando um setor pouco esperado: o da resina de pinus.

Na Espanha, especialmente na província de Segovia, sete empresas concentram a produção e transformação dessa resina natural, usada em adesivos, tintas, plásticos e componentes automotivos. Graças a contratos anuais firmados antes da crise, o setor conseguiu amortecer parte do impacto inicial do encarecimento dos derivados do petróleo — que chegou a elevar em mais de 30% o preço internacional da colofônia, principal derivado da resina.

Analistas apontam que, pela primeira vez, a colofônia tornou-se mais barata que sua alternativa petroquímica, ampliando seu apelo industrial. Contudo, a capacidade produtiva espanhola ainda é limitada e não cobre toda a demanda crescente. Enquanto isso, o setor de combustíveis e plásticos busca acelerar a transição para fontes naturais e recicladas, embora ainda representem pequena fatia da produção total.

Como destacam especialistas ouvidos pelo jornal, a atual crise evidencia tanto a vulnerabilidade da economia ao petróleo quanto o potencial estratégico das matérias-primas renováveis — entre elas, a resiliente e versátil resina de pinus.




Fonte: El País, 04 de maio de 2026


E o Brasil, como fica nessa história?

A movimentação do mercado espanhol de resina de pinus, impulsionada pela crise do petróleo e pela busca de alternativas sustentáveis, levanta um questionamento inevitável: será que esse mesmo movimento chegará à América do Sul? Países como Brasil e Argentina, importantes produtores de resina natural e seus derivados, podem sentir um duplo impacto — de um lado, a valorização internacional do produto; de outro, a pressão por aumento de oferta e estabilidade de preços.

Com a colofônia e outros derivados ganhando competitividade frente à petroquímica, abre-se uma janela de oportunidade para o fortalecimento da cadeia resinífera regional. No entanto, o desafio logístico, energético e ambiental pode redefinir o equilíbrio entre oferta e demanda também no contexto sul-americano. 

Será que a alta europeia será o empurrão necessário para consolidar o protagonismo da resina natural nas economias do Brasil e da Argentina, ou repetiremos os ciclos de dependência e volatilidade típicos dos mercados de commodities?


Qual a sua opinião? Escreva nos comentários!

#Pinechemicals #resinadepinus #colofonia #terebintina

Sindicato ou Associação de Resineiros?? Uma conversa com o Gemini AI!

SINDICATO X ASSOCIAÇÃO    

    Muitos trabalhadores da resinagem, podem ter se deparado em algum momento com essa dúvida. Fizemos um exercício usando a Inteligência Artificial do Google, o Gemini. Veja a conversa.




Pergunta: 

Olá Gemini! Qual o CBO do resineiro?

Resposta:

Olá! O CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) para o resineiro — trabalhador que atua na extração de resina de árvores, como o pinus — é 6322-15 - Trabalhador da exploração de resinas. [1]

Essa ocupação está vinculada à família 6322 (Trabalhadores da exploração de florestas) e abrange as seguintes atividades, segundo a descrição oficial: [1]
  • Avaliar a idade e o diâmetro da árvore para o início da resinagem.
  • Realizar entalhes na casca e aplicar pastas estimulantes.
  • Fixar recipientes coletores e realizar a coleta da resina.
  • Acondicionar o produto para transporte.
  • Cumprir normas de segurança, prevenção de incêndios e proteção ambiental. [1, 2, 3, 4]
Importante: A descrição do CBO 6322-15 foca na extração no campo (silvicultura), diferente do código 8111-25, que se refere à fabricação de resinas e vernizes em ambiente industrial. [5]

CBO 6322-15: Trabalhador da exploração de resinas | Salários médios

No site Salario.com.br é possível analisar os rendimentos da categoria, em detalhes no link abaixo.




Para ver a análise completa acesse o LINK:



#resineiro #salário #CBO632215 #2026

ICMS Diferido para venda de Goma Resina em SP

 Na comercialização da Goma Resina, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) um dos impostos mais significativos pois a resina é um produto que, em alguns casos cruza o país, e o imposto é recolhido na origem.

O Estado de São Paulo, possui um incentivo fiscal, e o ICMS é "diferido", conforme o Artigo 350, Inciso IV do RICMS/SP (Decreto 45.490/2000), que posterga o pagamento do imposto para uma etapa posterior, na cadeia de circulação da mercadoria, no caso, a resina in natura.

Outros produtos fazem parte da lista, como papel, vidro, sucatas de metais, etc.

Finalidade: Desonerar a cadeia produtiva, concentrando o pagamento do imposto no consumidor final, ou na indústria final. 

Emissão da Nota Fiscal: É necessário utilizar o código de situação tributária (CST) 51 (diferimento) nas operações de venda dentro do estado.


Exemplo, no campos "Dados Adicionais"

"Informações Complementares

Inf. Contribuinte: ICMS Diferido Conf. Art. 350. Inc. IV. do RICMS Decreto45490/00. Pagamento a vista..."


Recolhimento: A responsabilidade pelo pagamento do imposto fica a cargo do comprador, no momento em que o diferimento é encerrado (venda final ou industrialização).

O diferimento NÃO é o mesmo que isenção, pois o imposto é penas adiado e não eliminado, sendo a responsabilidade de pagamento transferida para a outra etapa da cadeia produtiva.

Para vendas fora do Estado de São Paulo, o ICMS é recolhido normalmente.

Para maiores informações, ou em outros estados, consulte o seu Contador!




O questionamento foi feito em uma consulta tributária à Fazenda do Estado de São Paulo.

Veja a resposta na íntegra:

Currículo do Resineiro - BAIXE GRÁTIS!

O mercado de trabalho está concorrido! Na resinagem não é diferente!

    Os resineiros e resineiras, são profissionais “chave” na extração da goma resina de pinus, e precisam entender o seu valor! Ter um currículo escrito é essencial e aquele se preocupa com essa questão, está cuidando da sua carreira!

    Nem sempre é fácil criar um currículo do zero, principalmente em um setor tão específico, como a resinagem. Para isso criamos um modelo e uma cartilha, simples e objetivos, você pode baixar e preencher no word, imprimir, ou simplesmente copiar e colar. Se precisar peça ajuda para algum amigo ou familiar! Mas não deixe de manter o seu currículo atualizado, mostrando que além da qualidade da sua estria, da sua coleta, você também cuida da sua trajetória profissional!

Sem falar que facilita a sua escolha perante a visão do contratante, seja ele patrão ou pessoal do R.H., esteja "um passo à frente"!

E lembre-se: “Sem o resineiro, não existe resinagem!”

LINK DO CURRÍCULO:

https://1drv.ms/w/c/ba173977c138e6a6/IQDpsFVzIKC3TojtTh239v9eAVVKsqq-gkQCy4ZNByFXXoM?e=c0jZGC

Clique no link, e em Baixar, então pode modifica-lo conforme a sua necessidade!


CARTILHA

COMO PREENCHER SEU CURRÍCULO DE TRABALHADOR DE RESINAGEM (PINUS)

Esta cartilha foi feita para ajudar trabalhadores do campo, da resinagem de pinus, a montarem seu currículo de forma simples.

Use esta cartilha junto com o modelo de Currículo do Resineiro.
Vá lendo passo a passo e preenchendo.


1. DADOS PESSOAIS

O que são?

São as informações básicas para o patrão ou empresa saber quem é você e como falar com você.

O que preencher?

  1. Nome completo
    • Escreva seu nome igual está nos documentos.
    • Exemplo:
      • Certo: João Carlos da Silva
      • Errado: Joãozinho Silva
  2. Endereço (comunidade / interior / cidade)
    • Pode ser simples, com referência:
    • Exemplo:
      • Linha São Pedro, interior de Lages – SC
      • Comunidade Rio Azul, zona rural de Canoinhas – PR
  3. Telefone / WhatsApp
    • Coloque um número em que alguém realmente consiga falar com você.
    • Se não tiver telefone, pode colocar o número de alguém da família (mãe, esposa, vizinho), com o nome da pessoa.
    • Exemplo:
      • Telefone: (49) 9 9999-9999 – telefone da minha esposa, Maria.
  4. Data de nascimento
    • Coloque dia, mês e ano.
    • Exemplo: 12 / 03 / 1985
  5. Estado civil
    • Pode ser: solteiro, casado, união estável, separado, viúvo.
  6. Documentos (opcional)
    • CPF
    • RG
    • CNH (carteira de motorista) – escreva a categoria (A, B, C, D, E).
    • Se não quiser, não precisa colocar todos, mas ajuda a empresa.

2. OBJETIVO

Para que serve?

É uma frase dizendo que tipo de trabalho você está procurando.

Como preencher?

Você pode copiar uma frase pronta ou escrever com suas palavras.

Exemplo pronto (pode copiar):
“Trabalhar como resinador de pinus / trabalhador florestal, ajudando na extração de resina e na manutenção da área.”

Se quiser escrever do seu jeito, use como base:

“Meu objetivo é trabalhar como _, na área de ___.”

Exemplo:

  • “Meu objetivo é trabalhar como resinador de pinus, na estria em V.”

3. RESUMO DA EXPERIÊNCIA

Para que serve?

É um pequeno resumo do que você já sabe fazer no campo e na resinagem.

Como preencher?

Responda, em frases simples:

  • Há quantos anos você trabalha no campo?
  • Há quanto tempo você trabalha com resina de pinus?
  • Que tipos de serviços você já fez?

Modelos de frases para ajudar (copiar e adaptar):

  • “Trabalho há __ anos na agricultura e serviços rurais.”
  • “Tenho __ anos de experiência com resinagem de pinus.”
  • “Já trabalhei com plantio, limpeza de talhão, colheita e manutenção de área.”

No espaço “Resumo”, você pode juntar tudo em 2 ou 3 frases.

Exemplo completo:

“Trabalho há 10 anos na roça e há 5 anos na resinagem de pinus.
Já fiz abertura de painel, estrias em V, troca de saquinhos e coleta de resina.
Também ajudo na limpeza de talhão e cuidado com as árvores.”


4. QUAIS SERVIÇOS EU FAÇO NA RESINAGEM

Para que serve?

É a parte mais importante para o patrão ver se você realmente sabe fazer resinagem.

Como preencher?

Você verá uma lista com vários serviços.
Onde tiver [ ], você marca um X no que você sabe fazer.

Exemplo:

[ X ] Abrir painel / fazer estrias
[ X ] Aplicar pasta / estimulante de resina
[ ] Colocar e trocar sacos de coleta
[ X ] Recolher a resina

Se você faz outro tipo de serviço na resinagem que não está na lista, escreva na parte “Outros serviços que sei fazer”.

Exemplos para escrever aí:

- “Sei fazer coleta de resina a granel, por lata”

-“Sei fazer resinagem com furos, furar e instalar”

-“Já trabalhei de ajudante de tratorista”

-“Já trabalhei um tempo de fiscal de turma”

 

Espero que este guia breve, possa te ajudar a escrever o seu currículo!

Baixe o modelo e preencha com as suas informações...

Se ainda ficou alguma dúvida, coloque nos comentários!

 

Boa sorte!

Thannar Bubna

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