A resinagem é uma atividade que consiste na extração de goma resina, em árvores vivas do gênero pinus. É considerada por muitos como uma forma de antecipar receitas deu ma floresta implantada com outros objetivos, que não a produção da goma resina. Além disso, gera empregos diretos e contribui para a fixação do homem no meio rural. A goma resina de Pinus já era utilizada, segundo HOMA (1983), desde o Egito antigo, com fins religiosos e para a mumificação de corpos. Ela foi também muito utilizada,desde a época colonial norte-americana, na construção naval, com o objetivo de calafetar peças de madeira (GURGEL, 1972), que eram usadas nos barcos da Marinha Real Inglesa. Hoje, a goma resina de Pinus, tem sido utilizada na obtenção de breu (fase sólida) e terebintina (fase liquida), com grande importância nas indústrias de tintas e vernizes, colapara papel, borrachas e adesivos, entre outros.
No Brasil, a extração de goma resina é uma atividade relativamente recente, tendo iniciado a partir da década de 70, em árvores de Pinus elliotti var. elliotti implantadas através deincentivos fiscais nos anos 60 e 70.
A grande maioria das florestas, onde se faz resinagem, é ainda oriunda daquela época do incentivo fiscal. Essas árvores foram plantadas em sistema adensado, visando apenas a produção de matéria prima para indústrias de celulose e papel. À medida que foram se desenvolvendo, foram sendo feitos desbastes, deixando-as com espaçamento maior, havendo um maior desenvolvimento do tronco e da copa. Isto viabilizou a extração de goma resina, que apesar de ser uma atividade secundária na floresta, levou o Brasil da condição dei mportador, para exportador, na década de 80 (ARESB, 2000).
Hoje, o País é o segundo produtor mundial, ao lado da Indonésia e abaixo apenas da China. Segundo ARESB, a produção brasileira de goma resina está estimada em aproximadamente 88.000 toneladas, para atual safra 10/11.
Novas florestas que estão sendo implantadas, da mesma forma vêm utilizando espaçamentos reduzidos, com a agravante que, as grandes empresas de reflorestamento, visando maior mecanização, fazem apenas um corte em toda a floresta ao mesmo tempo. Estas árvores, plantadas apenas com o objetivo de produção de celulose e papel, inviabilizam tanto a extração de goma resina, como a produção de toras para indústrias de serraria e laminação. A falta de reflorestamentos para atender o segmento de serraria e laminação, faz com que matas naturais sejam utilizadas com este objetivo, o que resulta em maior eliminação da cobertura florestal do país.
Fonte: Analise econômico financeira da exploração de pínus resiníferos em pequenos módulos rurais.
Composição da resina
A resina é composta por um conjunto de substâncias hidrofóbicas, solúveis em solventes orgânicos. Compõe-se de 66% de ácidos resínicos, 25% de terebintina (óleo essencial) 7% de material neutro não volátil e de 2% de água. Em termos industriais a resina é separada em dois componentes, o breu e a terebintina.
A fração volátil da terebintina é constituída de hidrocarbonetos cíclicos (monoterpenos), sendo que quase sempre existe uma mistura de sesquiterpenos, e por vezes de substâncias não terpênicas.
A formação do breu na sua maior parte é por ácidos resínicos, mas também por ácidos graxos, ésteres desses ácidos, esteróis, alcoóis, além de sesquiterpenos e diterpenos. Os principais constituintes da resina possuem estreita afinidade química entre si. Incluem-se dentre os terpenóides, um grupo de substâncias naturais que tem em comum o fato de poderem ser considerados como derivados do isopreno, um composto de 5 carbonos. O 3-isopentenil pirofosfato parece ser uma molécula chave na produção desses compostos.
Fatores que influenciam na produtividade:
No Brasil, a extração de goma resina é uma atividade relativamente recente, tendo iniciado a partir da década de 70, em árvores de Pinus elliotti var. elliotti implantadas através deincentivos fiscais nos anos 60 e 70.
A grande maioria das florestas, onde se faz resinagem, é ainda oriunda daquela época do incentivo fiscal. Essas árvores foram plantadas em sistema adensado, visando apenas a produção de matéria prima para indústrias de celulose e papel. À medida que foram se desenvolvendo, foram sendo feitos desbastes, deixando-as com espaçamento maior, havendo um maior desenvolvimento do tronco e da copa. Isto viabilizou a extração de goma resina, que apesar de ser uma atividade secundária na floresta, levou o Brasil da condição dei mportador, para exportador, na década de 80 (ARESB, 2000).
Hoje, o País é o segundo produtor mundial, ao lado da Indonésia e abaixo apenas da China. Segundo ARESB, a produção brasileira de goma resina está estimada em aproximadamente 88.000 toneladas, para atual safra 10/11.
Novas florestas que estão sendo implantadas, da mesma forma vêm utilizando espaçamentos reduzidos, com a agravante que, as grandes empresas de reflorestamento, visando maior mecanização, fazem apenas um corte em toda a floresta ao mesmo tempo. Estas árvores, plantadas apenas com o objetivo de produção de celulose e papel, inviabilizam tanto a extração de goma resina, como a produção de toras para indústrias de serraria e laminação. A falta de reflorestamentos para atender o segmento de serraria e laminação, faz com que matas naturais sejam utilizadas com este objetivo, o que resulta em maior eliminação da cobertura florestal do país.
Fonte: Analise econômico financeira da exploração de pínus resiníferos em pequenos módulos rurais.
Composição da resina
A resina é composta por um conjunto de substâncias hidrofóbicas, solúveis em solventes orgânicos. Compõe-se de 66% de ácidos resínicos, 25% de terebintina (óleo essencial) 7% de material neutro não volátil e de 2% de água. Em termos industriais a resina é separada em dois componentes, o breu e a terebintina.
A fração volátil da terebintina é constituída de hidrocarbonetos cíclicos (monoterpenos), sendo que quase sempre existe uma mistura de sesquiterpenos, e por vezes de substâncias não terpênicas.
A formação do breu na sua maior parte é por ácidos resínicos, mas também por ácidos graxos, ésteres desses ácidos, esteróis, alcoóis, além de sesquiterpenos e diterpenos. Os principais constituintes da resina possuem estreita afinidade química entre si. Incluem-se dentre os terpenóides, um grupo de substâncias naturais que tem em comum o fato de poderem ser considerados como derivados do isopreno, um composto de 5 carbonos. O 3-isopentenil pirofosfato parece ser uma molécula chave na produção desses compostos.
Fatores que influenciam na produtividade:
1 - FERTILIDADE.
A fertilidade provocando a elevação da taxa do crescimento das plantas, determina a normalidade do matabolismo vegetal e em consequência também a produção econômica da resina.
A fertilidade provocando a elevação da taxa do crescimento das plantas, determina a normalidade do matabolismo vegetal e em consequência também a produção econômica da resina.
2 - AMBIENTE.
A temperatura ambiental, a umidade relativa e a precipitação pluviométrica tem marcada influência sobre a produção da resina. Ponderados esses fenômenos climatológicos, conclui-se que as regiões favoráveis para a produção de resina são aquelas em que se verifica longo período de estio quente e seco, muito embora seja necessária umidade suficiente no solo para as árvores sobreviverem em condições satisfatórias ao processo fisiológico próprio. Resumindo, as temperaturas baixas, tornam menos liquida a resina, favorecem a formação de raspa provocada pelo ar úmido e chega a impedir o escoamento da resina nos canais.
A temperatura ambiental, a umidade relativa e a precipitação pluviométrica tem marcada influência sobre a produção da resina. Ponderados esses fenômenos climatológicos, conclui-se que as regiões favoráveis para a produção de resina são aquelas em que se verifica longo período de estio quente e seco, muito embora seja necessária umidade suficiente no solo para as árvores sobreviverem em condições satisfatórias ao processo fisiológico próprio. Resumindo, as temperaturas baixas, tornam menos liquida a resina, favorecem a formação de raspa provocada pelo ar úmido e chega a impedir o escoamento da resina nos canais.
3 - IDADE DA PLANTA.
A idade da planta é um componente importante da produção, pois, o desenvolvimento vegetal está ligado ao conceito da idade.
A idade da planta é um componente importante da produção, pois, o desenvolvimento vegetal está ligado ao conceito da idade.
4 - DIMENSÃO DA PLANTA.
A produção de resina correlaciona-se igualmente ao tamanho ou às dimensões da árvore, compreendendo diâmetro, altura e copa. Pode-se mesmo afirmar, que para árvores de aspectos e formas semelhantes, a produção de resina é proporcional à respectiva espessura ou dimensionamento do fuste (DAP). No que se relaciona à copa, releva observar que a árvore julgada satisfatória para a resinagem deve ter copa bem constituída e suficientemente ampla.
A produção de resina correlaciona-se igualmente ao tamanho ou às dimensões da árvore, compreendendo diâmetro, altura e copa. Pode-se mesmo afirmar, que para árvores de aspectos e formas semelhantes, a produção de resina é proporcional à respectiva espessura ou dimensionamento do fuste (DAP). No que se relaciona à copa, releva observar que a árvore julgada satisfatória para a resinagem deve ter copa bem constituída e suficientemente ampla.
5 - SANIDADE DAS ÁRVORES.
A sanidade configura-se como fator importante, e mesmo básico e relevante na produção de resina, sendo mesmo contingente, de modo geral, conjuga-se vigor com produção.
6 - CONSTITUIÇÃO GENÉTICA.
A produtividade de resina, sendo fator hereditário, está pois, vinculada à constituição genética ou a carga genética do indivíduo. Constatadas e identificadas a individualização que não seria de ordem fenotípica mas sim genotípica, há que propagar os referidos indivíduos. Então como uma das alternativas seriam propagados por via vegetativa os indivíduos de alta produtividade, e a seguir implantados os pomares clonais. Na pesquisa dos genotípos superiores optou-se, como medida de segurança à Resinagem a 50% do DAP por todo um período ao invés uma única ou algumas apenas operações de micro-resinagem.
7 - OPERAÇÕES MECÂNICAS.
Todo trabalho da condução do povoamento (manejo) ou mesmo daquelas específicas para operação da Resinagem poderão ser seriamente prejudicados, ou num extremo, anulados se não houver estrito esmero na execução das operações. Assume, tal evento, um valor apreciável no contexto de Resinagem, cabendo ao técnico responsável, como medida preliminar, o adestramento dos operadores (resineiros).
A sanidade configura-se como fator importante, e mesmo básico e relevante na produção de resina, sendo mesmo contingente, de modo geral, conjuga-se vigor com produção.
6 - CONSTITUIÇÃO GENÉTICA.
A produtividade de resina, sendo fator hereditário, está pois, vinculada à constituição genética ou a carga genética do indivíduo. Constatadas e identificadas a individualização que não seria de ordem fenotípica mas sim genotípica, há que propagar os referidos indivíduos. Então como uma das alternativas seriam propagados por via vegetativa os indivíduos de alta produtividade, e a seguir implantados os pomares clonais. Na pesquisa dos genotípos superiores optou-se, como medida de segurança à Resinagem a 50% do DAP por todo um período ao invés uma única ou algumas apenas operações de micro-resinagem.
7 - OPERAÇÕES MECÂNICAS.
Todo trabalho da condução do povoamento (manejo) ou mesmo daquelas específicas para operação da Resinagem poderão ser seriamente prejudicados, ou num extremo, anulados se não houver estrito esmero na execução das operações. Assume, tal evento, um valor apreciável no contexto de Resinagem, cabendo ao técnico responsável, como medida preliminar, o adestramento dos operadores (resineiros).
Divisão esquemática das coníferas

1. A casca externa é a proteção da árvore contra o mundo exterior. Continuamente renovada por dentro, ela evita o excesso de umidade durante as chuvas e a perda de umidade quando o ambiente está seco. Isola contra o calor e o frio e protege dos insetos daninhos.
2. A casca interna ou floema é o sistema de tubos pelos quais o alimento é transportado das folhas para o resto da árvore. Ela tem vida breve, transformando-se em cortiça, tornando-se parte da casca externa.
3. A camada celular do câmbio é onde ocorre o crescimento do tronco através da divisão celular. Ela produz ao mesmo tempo casca e madeiras novas, em resposta a hormônios que atravessam o floema com a seiva elaborada das folhas. Esses hormônios chamados de auxinas têm o poder de estimular o crescimento das células.
4. Alburno ou brancal, é o sistema tubular para transportar água das raízes para as folhas. Alburno é a madeira nova: enquanto são produzidos novos anéis de alburno na parte externa do tronco, as células de suas partes mais internas morrem se transformando em cerne.
5. Cerne é o cilindro central que dá sustentação à árvore, sendo em muitos casos tão resistente quanto o aço, é formado por um sistema de fibras celulósicas tubulares unidas por uma cola natural chamada lignina. Apesar de não estar vivo, o cerne não apodrece nem perde a resistência enquanto as camadas externas estiverem intactas.
Fonte: adaptado de St. Regis Paper Company (1960)
Fonte: adaptado de St. Regis Paper Company (1960)